Bloqueio Session #3: A Entrada

Vamos para a terceira parte do Bloqueio Session galera! A série de contos aqui do blog inspirado nas nossas sessões de RPG. Não esqueça também de ler as outras partes antes de ler a terceira, porque, né… não preciso nem dizer:

Bloqueio Session #1: A Hospedaria Pé-de-Coelho

Bloqueio Session #2: Bebei Amigos Yo-Ho!

Bem, agora vamos para a terceira edição do nosso conto!

BS #3

 

Gatlek e Aramis foram despertados por uma chuva fina e fria que caía. Ao se levantarem perceberam que haviam adormecido na rua, deitados na grama. Aramis tirou a grama e a terra em seu cabelo enquanto Gatlek se alongou para relaxar os músculos. Ele sentia que breve teria de usar seu machado, e queria estar preparado para a situação. Billy abriu a porta dos fundos e os chamou para dentro.

Ao entrarem viram o anão e o gnomo já com suas mochilas nas costas – O que estão esperando? Juntem logo suas tralhas e vamos! – Resmungou Wilven. Dentro do quarto, enquanto pegavam suas mochilas, Aramis comentou:

-Parece que esse anão acordou de mau humor hoje.

-Eu posso ouvi-lo Aramis! Converse menos e se apresse mais! – Gritou o anão. Aramis fechou a cara, pegou suas coisas e foi para sala seguido por Gatlek, que não tinha muitas coisas para carregar. Estava acostumado a viver apenas com o necessário nas montanhas. Desde que tivesse seu machado, tudo estaria bem.

-Cuidem-se meus amigos! – Foi o que disse Billy, enquanto fechava a porta atrás dos quatro aventureiros que partiam em sua aventura. Antes de começarem sua caminhada todos pararam lado a lado, esticaram as costas, respiraram profundamente e admiraram o novo sol que nascia.

Wilven, o anão, rezou a Kord, seu deus, e disse que enquanto a vida soprasse dentro de seu peito, e a bênção de Kord recaísse sobre ele, jamais recuaria de uma batalha. Lielf, o gnomo, apenas desejou que pudessem voltar o mais rápido possível para que comemorassem com um bom trago. Aramis, o eladrin, observou o nascer do sol e percebeu que talvez… talvez aquela terra possuísse belezas dignas de seus olhos. Gatlek, o golias de dois metros e meio segurou firme o cabo de seu machado – Calma meu amigo, eu estou impaciente também – pensou ele.

O sol já havia se posto, e Wilven estava de guarda no momento. A chuva continuava, mas por sorte tinham encontrado uma árvore que os protegia, e possibilitava uma fogueira, por menor que fosse. O anão fumava seu cachimbo e soltava baforadas de fumaça em forma de anéis quando teve a impressão de ter visto um vulto em meio às árvores. Rapidamente ficou de pé e pegou seu machado.

Cutucou Aramis com o pé e sussurrou – Temos visitas – Prontamente o eladrin ficou de pé, e Wilven se surpreendeu, pois ele já estava com uma adaga em cada mão. Aramis subiu n árvore mais próxima com poucos movimentos, e logo já havia desaparecido na escuridão. Neste momento Wilven viu um draconiano surgir em meio às sombras e entrar no pequeno círculo de luz da fogueira. Ele segurava uma espada na mão direita e um escudo na esquerda. Antes que Wilven pudesse reagir, a criatura chutou a fogueira na direção do anão.

Caindo de costas contra uma árvore, Wilven tentou limpar as cinzas dos olhos. Se não fosse rápido o suficiente o draconiano poderia mata-lo a qualquer momento. Quando abriu os olhos não via nada, pois a floresta estava em completo breu, mas conseguiu ouvir os passos do draconiano em sua direção, prontamente ergueu seu machado e desferiu um golpe na altura da cintura. Ele sentiu seu machado chocar-se com uma armadura, e então um gritou de dor vindo de seu inimigo.

De repente algo começou a brilhar atrás do draconiano. A criatura se levantou e Wilven pôde ver sua silhueta, e achou que ele estava se utilizando de alguma magia para emanar aquele brilho. Mas então ouviu uma explosão e o draconiano foi arremessado contra uma árvore. A luz na verdade vinha de um orbe de energia lançado por Lielf. Mas logo a luz se fora e estavam em completo breu novamente.

Quando Lielf acendeu uma tocha viram que havia mais dois draconianos. Um deles pulou na direção de Gatlek, que já estava de pé com seu machado em punho, e um enorme sorriso no rosto. O outro correu na direção de Lielf. Gatlek chutou-o no peito, e a criatura caiu de costas no chão, e com toda sua força o golias desceu seu machado, cravando-o no peito do draconiano.

Porém Lielf não teve tanta sorte, pois o gnomo era pequeno e fraco em combate corpo a corpo, estava em tremenda desvantagem. Primeiro ele sentiu um corte na lateral do torso. A espada fez um corte tão profundo que ele sentiu a lâmina raspar suas costelas. Ele caiu ajoelhado, gritando de dor. Observando seu algoz girando a espada sobre a cabeça enquanto dirigia a lâmina precisamente para sua garganta, Lielf deixou que lágrimas de dor e medo escorressem pela sua face, então largou a tocha que segurava. Ao mesmo tempo em que fechou os olhos, a tocha se apagou.

Lielf esperou alguns segundos, mas nada aconteceu. Quando abriu os olhos viu apenas um eladrin de pé a sua frente retirando uma adaga do pescoço do draconiano que jazia deitado no chão enquanto acendia a tocha deixada no chão pelo gnomo.

– Não desista tão fácil Lielf! – Disse o eladrin, estendendo a mão.

-Obrigado Aramis! – Respondeu o gnomo enquanto se levantava se limpava suas vestes.

Após retomarem o fôlego decidiram seguir viajem, já tinham dormido por tempo suficiente, e não queriam ser surpreendidos novamente. Embora Wilven não tenha dito, ficou surpreendido com a velocidade e ferocidade daqueles aventureiros, e mais uma vez seu respeito por eles cresceu.

Viajaram por mais algumas horas, e antes do nascer do sol chegaram ao ponto do mapa marcado, e onde deveria ser a entrada do esconderijo de Amim havia apenas uma rocha triangular com mais de dois metros de altura. – Que diabos! – gritou o anão – Só há uma rocha aqui! Mas eu tinha certeza… Gatlek será que você consegue remover esta pedra do lugar? Talvez exista uma passagem abaixo dela.

Gatlek tentou empurrar a enorme pedra, porém não conseguiu movê-la um centímetro sequer. Quando Gatlek desencostou da pedra Aramis viu que ele havia retirado uma enorme camada de terra e sujeira da pedra, revelando inscrições antes impossíveis de serem vistas.

-Olhem, tem algo escrito aqui! – Exclamou o eladrin, aproximando sua tocha da pedra para que pudesse ler – Talvez essa realmente seja a entrada!

Ficamos por aqui com mais um Bloqueio Session Galera! Se você gostou, ajude na divulgação, compartilhe o post e não esqueça de dar um like na page no facebook! Muito obrigado por ler até aqui e até a próxima! Espero que esteja tão ansioso quanto eu! Fui!

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Um comentário em “Bloqueio Session #3: A Entrada

  1. Pingback: Bloqueio Session #4: Feroz Como Um Lobo (Season Finale) | Bloqueio Nerd

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